Você sabia que sua doença foi causada por você?

O que se sabe hoje a respeito do estresse é amplo e conhecido pelas pessoas. Mesmo assim, uma parcela muito grande da população ainda adoece em decorrência dos efeitos prolongados do estresse e ainda não descobriu formas realmente eficazes de enfrentá-lo. 

A descrição abaixo é um desenvolvimento lento e duradouro de sintomas e reações medicamentosas que, se não forem paradas em algum momento, irão gerar consequências muito sérias no futuro. 

Antes de qualquer comentário, convido o leitor à leitura do texto. Seu conteúdo é de certa forma exagerado e não retrata os benefícios que são possíveis com os medicamentos. Mas seu extremismo esclarece os possíveis efeitos de diagnósticos e prescrições mal realizadas. 

 

 

Entre os 28 a 30 anos você de repente sente uma melancolia agonizante, uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente que não vai embora. Você, então, depois de fazer vários exames clínicos onde nada de conclusivo foi visto ou encontrado, e a “zorra” da sua melancolia continua, encontra um médico “genial” que “entende” o que você tem e te prescreve fluoxetina – o Prozac da vida.
A fluoxetina, ou o antidepressivo similar receitado tem um efeito adverso clássico – dificulta de cara o seu sono. Então, na revisão com o médico ele prescreve clonazepam, o Rivotril da vida. Deixa você meio bobo ao acordar e reduz sua memória, uma sensação de “maconhado”.
Ok, você liga para a secretária do médico e volta ao doutor. Ele nota de cara que você aumentou de peso. Aí, prescreve sibutramina, que faz você perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da “batedeira” no coração o médico afere que você também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe losatarna e propanolol, este último para reduzir sua taquicardia.
Você já está com uns 35 anos e toma: fluoxetina, clonazepam, sibutramina, losartana e propranolol. E, também, junto com tudo isto, um “polivitamínicos” é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais específicos, ele manda que você compre um“Polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve, digamos a verdade verdadeira. Mas, na mídia, o Luciano Huck disse que tem um que é ótimo. Você acreditou, e comprou.
Lamentemos. Já se vão aí uns R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica. Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da fluoxetina e do rivotril), pois as contas não batem no fim do mês – seu lazer está comprometido, seus planos não estão batendo com as metas traçadas. Você começa a sentir dor de estômago, refluxo e azia. Seu intestino fica “preso” – você fica enfezado (fezes retidas). Vai a outro doutor agora. Prescrição simples: omeprazol + motilium + laxante natural.
OUTRAS QUEIXAS
Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou a sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés. As mulheres que já têm a sua dificuldade com o orgasmo, esqueceram de vez onde ele fica, e a lubrificação vaginal vira o KY GEL.
Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: viagra ou cialis? Escolha aí – um dura umas 2 horas, e outro pasmem 36 horas de possível “pinto duro”. Sua potência melhora, mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor aumenta a dose do propanolol e passa uma neolsandina para você tomar antes do sexo. Se precisar, instala um “remedinho” para seu corrimento nasal, um neosoro que sobrecarrega seu coração e piora a coisa toda.
Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo (aqui entre nós, é efeito simples do antidepressivo, mas não te disseram isso). Tome grana pra gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: ginkgo biloca é prescrito. Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha da receita, pois já nem cabe mais nada alí, o doutor prescreve glifage + sinvastanina. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde (?!). Mas se você for mulher e tiver ovários policísticos já toma este glifage faz tempo.
Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, RIVOTRIL, LOSARTANA, PROPRANOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, MOTILIUM, LAXANTE “NATURAL”, VIAGRA, CIALIS, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, GLIFAGE e SINVASTATINA (e nos fazem querer engolir que isso é para o nosso bem). Mil reais por mês! E sem saúde!!!
BOA NOTÍCIA
Entretanto (vamos aqui dar uma risada para não chorar) – você ainda continua deprimido, cansado e engordando. Mas neste momento agora o doutor tem uma boa notícia, vai tirar a sua FLUOXETINA e trocar por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno” diz ele. Após dois meses você se sente melhor (na verdade, “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde – o grande reparador de tudo.
Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar. Você melhora, realmente, contudo… não ejacula mais. Não sai nada! E as mulheres, esqueçam a palavra orgasmo. Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde. Mas é nisso que se investe, e aquele sujeito de mala preta que entra na sua frente na sala do médico é o representante disso tudo.
Ele tem uma cota mensal para oferecer-comprar o médico. Paga as viagens do médico, coloca uma TV Full HD na sala de espera e até paga parte da formatura da filha do doutor que também vai virar médica, e deixa, claro, aquelas caixinhas de “amostra grátis”, que depois vão lhe custar os olhos da cara deprimida que vai ter.
Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DESTRUIÇÃO PROGRAMADA E ESTRATÉGICA DE SUA SAÚDE. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção ou libido – memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e agora com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado. A terapia só entra agora quando a coisa tá toda quebrada. Mas muitos médicos vão te desencorajar e dizer que terapia não vai resolver, que você se discipline mesmo nas receitas médicas e em ligar para o novo 0800 para ter desconto na medicação.

 

Tive a oportunidade de ler esse texto pela primeira vez ainda à pouco, no Blog do corey e ele me chamou a atenção. Após o post – que também continha a opinião do colega de uma forma muito pessoal, porém muito coerente – senti que deveria escrever um comentário, que reproduzo abaixo:

 

“Grande Corey.

Muito boa sua explanação. Sua reflexão é realmente importante, ainda que eu pense diferente em alguns aspectos. Mas o core, a ideia central, é muito boa. E, de certa forma, vc foi paradoxal na sua apresentação, mas de forma muito positiva. Explico essa afirmação na sequência.

Vc fala da não necessidade de manutenção do carro e do corpo. A primeira não é minha área, então não discuto e sigo a manada. Como supostamente a prevenção do carro evitou problemas, ela ainda é uma opção. rs.

Mas em relação ao corpo, quando vc fala em minimalismo, em alimentação mais natural, em exercício, isso é prevenção. O nosso corpo foi feito pra ficar em movimento. Talvez não pra correr como o Drauzio Varella diz, mas ficar parado é uma morte lenta.

E aquele texto dos medicamentos, não conhecia. É seu? pretendo divulgá-lo para meus pacientes. Sou psicólogo. Se for seu, pode me autorizar?

Ele começa de uma forma que é conhecida por mim, enquanto psicólogo. Apesar do Investidor Livre – um cara que admiro, nada realmente contra a pessoa – não ser favorável ao trabalho terapêutico, talvez ele possa refletir a respeito do que vou falar. A questão da tristeza/melancolia pode ser tratada – ou entendida – dentro do consultório do psicólogo e uma vez que a pessoa desenvolve sua autoconfiança e autoestima, ela já economizaria bastante toda a sequência de problemas causados/desencadeados pelas medicações.

A maneira como vc pensa muda a forma como vc sente. Mudando como vc se sente, vc muda como vc age. Mudando como vc age, o mundo reage melhor a vc e vc reage melhor ao mundo. Acaba gerando um ciclo virtuoso que começa com o autoconhecimento e questionamento de verdades absolutas e acaba com a realidade sendo bem melhor ou palpável do que as pessoas fantasiam. Tudo melhora.

Ou seja, autoconhecimento, seja com psicólogo ou de qual forma for, associado à esporte, evita muitas doenças associadas ao estresse diário. Ao lidar melhor com a Síndrome Geral de Adaptação (nome dado ao estresse) vc ensina o seu corpo a se adaptar e consegue todas as consequências positivas da teoria da evolução, sem precisar adoecer e, também, empobrecer.

Grande abraço.”

    Então…

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     Aparentemente, estamos falando de escolhas. E, de certa forma, independentemente dos motivos que nos levam a agir de uma forma a tornar os medicamentos a rotina na nossa vida ou, por outro lado, adotar uma postura de auto-cuidado com o corpo e a mente, temos a possibilidade de moldar nosso mundo.

    A questão nesse caso é: o quanto o imediatismo, o “rápido”, o “agora”, acaba sendo a motivação da escolha. Para chegarmos em qualquer estado mental ou físico, houve todo um processo ao longo de um tempo que não costuma ser pouco. Retornar ao nível anterior leva tanto tempo quanto, mas é sentido como sofrimento no começo. E ultimamente estamos sendo ensinados continuamente a fugir do sofrimento agora, empurrando pra depois.

    O quanto vc está disposto a “sofrer” um pouco agora, pra que seu futuro (que não precisa ser tão distante assim. Às vezes só 21 dias já bastam pra mudar um hábito destrutivo ) comece a melhorar e continue bem??

Bom final de semana.

 

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